sexta-feira, 4 de abril de 2025

Happy Birthday to Me...

 Me sento aqui neste 04 de Abril de 2025, no dia do meu aniversário, com uma vontade incontrolável de escrever alguma coisa. Aliás, quando foi que abandonamos o hábito de escrever os pensamentos? Deve ter sido a correria e as obrigações do dia que nos impedem? Será o medo de revelar realmente tudo aquilo que pensamos nessa era dos julgamentos? Ou pior, essa prática foi substituída por "rolar" a tela do celular? Será que consumimos mais informações do que produzimos pensamentos? Se a resposta for Sim para alguma dessas questões eu tenho que dizer: Que trágico! Não me aprofundei sobre isso e nem irei fazê-lo aqui e agora.

Hoje vou manter minha tradição de aniversariante: vou colocar um vestido bonito e aproveitar com tranquilidade o meu dia. As tarefas corriqueiras como, fazer almoço, buscar os meninos na escola,  estender as toalhas, se manterão. Mas pretendo incluir um filme clássico no meio do dia e me desligar do Mundo por 2 horinhas apenas.

Não vou revelar a minha idade aqui, mesmo achando isso uma bobagem, mas... me sinto claramente envelhecendo. A imagem no espelho me diz isso, uma "novidade" na saúde, aqui e ali, tb me diz isso... na verdade acho que farei um post para discorrer sobre a chegada da maturidade de fato e todas as mudanças que a acompanham, acho que será importante para mim e quem mais se interessar em ouvir. Manteria, pelo menos, por uma função de uma espécie de diário que este cantinho sempre exerceu na minha Vida desde 2010. Tem muito documentado aqui e há uma lacuna dos últimos anos que não foi preenchida.

Eu também percebi que estou na fase mais Low-profile da minha Vida em relação ás redes sociais. Antigamente eu sentia uma vontade genuína de compartilhar o meu dia, mas ultimamente eu tenho pensado um pouco mais antes de postar e então acabo por desistir. E a coisa incrível que aconteceu, é que eu fico me sentindo muito bem depois. A autopreservação é real!

Eu já cheguei a fazer uma foto bem bonita do meu café com leite em um lugar bem Instagramável, editei a foto, fiz o texto e para minha surpresa... eu apaguei tudo, não postei nada. E segui aproveitando o momento. Vocês tem ideia do quanto isso pode ser libertador? Eu mesma não tinha ideia. As redes sociais tem sido um lugar hostil já faz um tempo e por enquanto seguirei assim. Pode ser que eu mude? Pode! Um ser pensante muda suas ideias de tempos em tempos e está tudo bem!

Quero também dar uma passeada por aqui, no Mundo dos Blogs. Me sinto saudosista ultimamente. Estar aqui era tão verdadeiro e as redes sociais atuais não proporcionam nem um pouquinho dessa sensação. Quem sempre esteve por aqui sabe do que eu estou falando...

Mas voltemos para o dia de hoje. Vai ter um bolinho somente para nós 4 e marido quer me levar para jantar fora ( ainda não decidido), afinal eu trabalho no final de semana. Que vivamos o agora 💛





quarta-feira, 8 de maio de 2024

Um turbilhão de coisinhas...

Me sento aqui em frente ao computador hoje, depois de tantos anos sem aparecer nesse cantinho, para tirar coisas do peito, desabafar mesmo sem saber se alguém vai ler ou me escutar... A intenção, talvez, seja tentar organizar um pouquinho o turbilhão de pensamentos dos últimos dias...

O Brasil é um País dividido!

Começo com essa afirmação, tão dolorosa, pois a realidade se faz presente. Em meio a maior tragédia do País nos últimos tempos, um misto de confusões e barulho tem ocorrido. Tanto fora, quanto dentro da gente. Primeiro o política nos dividiu, depois a Pandemia e parece que ainda assim, não aprendemos nada.

As redes sociais nos inundam de vídeos, notícias, informações... tanto verdadeiras como falsas, opiniões mil passam pelo meu feed, acusações de quem ajudou, acusações para quem não ajudou, influencers duelando egos, políticos agindo com descaso, marketing descarado em meio a desgraça alheia, enfim... e assim vamos todos, em massa, nos ocupando de fofocas, ódio e deixando de lado o principal: nossa humanidade.

Mas espere, eu também vi um povo unido, se organizando para mudar a sua realidade, levando esperança a quem precisa, colocando a mão na massa, agindo e se desdobrando para salvas quantas Vidas conseguirem salvar. Há esses, todo o meu respeito e admiração 💛

Não se engane, não há perfeição do lado de cá, quando sinto que estou caindo nessa armadilha vil das redes sociais, eu me calo. Calar também causa frustração, mas é uma escolha. Tento não ser mais uma na multidão, quero focar no que for bom e verdadeiro, queria levar mais leveza e não mais caos, que eu mais ajude do que atrapalhe, entende? Mas ás vezes é difícil e solitário remar contra a maré.

Sabe que há anos atrás eu fiz um perfil no Instagram onde eu criei uma utopia: eu só queria compartilhar coisas bonitas nele. E assim eu fiz. Foi antes da Pandemia, mas depois mudaram-se todos os planos. Quando eu me senti sufocada por algumas coisas, opiniões e postagens que via, eu decidi ainda mais investir em um cantinho mais isolado, intimista em que eu pudesse focar no lado bonito da Vida. Eu não tenho nem 200 seguidores nele. Mas Romantizar a Vida sempre foi um traço meu e porque não seria agora? Eu sinto que posto para mim mesma.

E o perfil está lá, bem quietinho, sem barulho e com tudo aquilo de Bom que eu quero alimentar. Eu tb fiz um perfil mais nichado, para falar de Cinema, mas isso é assunto para outro post...

Uma coisa interessante, é que quando você começa um perfil novo, o algoritmo está "limpinho". Nas sugestões dele, o Instagram me mostra perfis de comida, receitas, maquiagem, decoração e os meus preferidos: de Viagens! Ah, quantos lugares encantadores o algoritmo (meu amigo por enquanto) me mostra. Eu sigo cuidadosa por lá com tudo o que vejo, curto e busco. Fofoca e política são tópicos proibidos nesse perfil. Vocês não sabem quanta riqueza a gente pode encontrar dentro do Instagram e fazer dele um local mais produtivo e inspirador! É possível, gente!

Ele é feito um respiro pra mim...

Mas vocês podem se perguntar, mas Elza, vc não está se alienando? Pode ser que sim, pode ser que isso seja o que me mantem sã nesse momento e não vejo problema nisso. Quando o coração aperta, a gente procura um lugar seguro, certo?!

Mas, uma vez nas redes sociais, você jamais estará alienada. O X, antigo Twitter, por exemplo é especialista em me informar sobre assuntos e pessoas que eu nunca ouvi falar e que não gostaria de saber sobre! É o Bônus e o Ônus literalmente convivendo juntos!!!

Queria dizer mais, queria dizer sem medo tudo o que penso, queria pensar que sou livre de fato para dar minha opinião sobre as coisas...ao mesmo tempo reflito: "Será que a minha opinião jogada na internet é mesmo necessária?" Ás vezes sim, outras não. É preciso discernimento. A minha prudência é muito forte, ela me guia sempre e á ela eu agradeço todos os desgastes desnecessários que eu já evitei.

Então, quando eu sinto a tentação de ser mais uma dando opinião na internet, eu vou para o meu perfil bonito, vou para o Pinterest, e preencho com beleza e criatividade esse meu tempo livre nas redes sociais. É sanidade o nome disso!!!

Queria falar sobre o período que tive Dengue, queria mostrar as fotos lindas que fiz nos últimos tempos, tem tanta coisa boa acontecendo também. Queria prometer voltar aqui sempre com coisas boas, como era antigamente. Quem sabe eu consiga? Por enquanto eu vou manter esse foco lá no Instagram 💛

Xii, fiz textão! Sorry! 

E já que eu fiz tanta propaganda, quem quiser me seguir por lá o perfil tem o mesmo nome aqui do blog: casacantinhoecoisinhasblog

Não coloquei link aqui porque não sei como fazer e estou enferrujada no blogspot 😄




quinta-feira, 20 de maio de 2021

1 ano depois...

Quinta-feira, 20 de Maio de 2021, me sento aqui após 1 ano da minha última postagem. Que ano doido foi esse, quanta coisa aconteceu... senti necessidade de descarregar aqui essa carga levemente pesada!!!

Os dias continuam estranhos, tiveram dias que não tive nenhum trabalho e uma fagulha de medo foi ascendida e teve dias de tanto trabalho, fiquei quietinha e focada nas minhas edições e atenção aos clientes, sem poder dar atenção as outras coisas. Aquela falta de equilíbrio marota que tira qualquer um do eixo, especialmente se a pessoa for organizada como eu. Coisas fora do controle me desestabilizam. Mas aí eu pergunto: "O que de fato está no nosso controle agora?"

Aqui sobrevivemos ao EAD, passamos por todos os estágios, teve o medo de virar "meme" e ter uma fala ou imagem captada em vídeo durante a aula, teve choro de frustração de menino lidando com essa nova forma de estudar, teve estresse de todos os lados... daí veio a calmaria pós tempestade, tiramos de letra, nos organizamos, menino voltou a sorrir nas aulas, Arthur, o metódico, até colocava o uniforme para fazer as aulas online, rs. Bateu alívio e eu entendi que se adaptar é diminuir as cobranças e aceitar esse "novo". Tudo ficou mais claro depois disso. E então agora, depois de um longo tempo eles voltaram para a escola no presencial.

De vez em quando vem um bilhete da escola dizendo que alguma atividade não foi feita. Eu assino "Ok" e penso comigo que tudo bem, a Vida não está cobrando lição de casa, ela está cobrando que estejamos bem, essa deve ser a meta que importa agora. Eu respeito a posição da escola e não faço exigências com relação á nada. Minha cabeça está feita, não tem mais volta, não há nota no mundo nesse momento que me faça fazer pressão sobre os meus filhos com relação á boas notas agora. Eu ando vendo o quadro como um todo e tudo que eu quero nesse momento é que eles façam a coisa certa, deem o seu melhor na medida do possível, passem bem por esse processo e caso não consigam fazer tudo, que não se sintam culpados por isso 

Eu ando muito observadora e ando vendo como as pessoas estão com os nervos á flor da pele. Eu estou com os nervos a flor da pele!!! Até a minha gata Dorothy, anda com os nervos a flor da pele, deu para brigar com os gatos da vizinhança que costumam vir aqui no nosso quintal. É só tufo de pelo voando pra lá e pra cá quando vou lá separar a briga! Justo ela, tão cool e sensata! Não está fácil pra ninguém.

Os meus planos de preparar a casa para o Outono/Inverno, algo que sempre gosto de fazer todo ano, foram abandonados. Ainda não comprei um tapete novo para a sala e tb está sem cortina, pois enjoei da antiga e doei sem pensar. Há uma lata de tinta lá no quartinho, esperando para ser usada no lado de fora da casa, mas "cadê o ânimo?" .Porém, todo dia eu acordo cheia de planos de pintar parede, de manta nova para o sofá, de pendurar quandros novos, etc... eu sou esperançosa até em tempos de crise! Nesse momento estou na mesa da cozinha, escrevendo, tomando meu leite quente no silêncio da manhã e olhando os puxadores do armário e já pensando em mudar eles. Será tédio ou excesso de criatividade acumulada... Sou um caso perdido...

Ando fugindo dos problematizadores e das polêmicas. Tenho minhas fontes de informação, leio sobre as notícias e política, porque é um tópico inevitável, aliás comecei a seguir uma galera nova e muito esclarescedora mas... prefiro a Paz de não ter que debater nas redes sociais cada notícia que vejo. Essa Paz ninguém me tira. Veja bem, não estou me alienando, estou me preservando. As minhas convicções estão sempre comigo e quando tiver que usá-las eu usarei! Quem busca conhecimento de fato, não precisa provar nada pra ninguém!

Teve maratona de filmes, e gosto de ressaltar que são filmes antigos e fora da "bolha" Netflix. Há uma infinidade de filmes não explorados por aí e eu adoro esse desafio. Teve uma tentativa frustrada de aprender macramê, que eu não desisti, apenas dei uma pequena procrastinada! Vou colocar na parede da minha cama, que está meio triste, branca e vazia. O macramê vai alegrar o ambiente.

Enfim... tanta coisa acontecendo, tanta coisa há ser dita e feita, mas hoje encerro por aqui.

Fiquem bem 



quarta-feira, 13 de maio de 2020

Little Women ❤

Já que o clima estava meio 'pesado' na minha última postagem, vim trazer alguma leveza para balancear um pouco. Vim falar sobre mais um filme que vi esses dias

"Adoráveis Mulheres"


O filme é uma adaptação do livro "Little Women" de 1868, da escritora americana Louisa May Alcott, que aspirava ser atriz, porém se tornou escritora. Louisa se inspirou nas suas histórias da adolescência, convivendo com suas irmãs, seus conflitos e dilemas vivendo durante a Guerra Civil Americana e escreveu um dos livros mais emocionantes e sensíveis de todos os tempos. A personagem forte e independente Jo March é o alter ego da escritora.


As diferentes personalidades das irmãs, seus conflitos familiares, suas aspirações e situaçãos economicas, cobranças e o papel das mulheres na sociedade da época, tudo retratado de forma sensível e que nos mostram que alguns temas são atemporais.

Momento você sabia:
Que esta é a 4º adaptação do livro para o cinema?

"As Quatro Irmãs" (1933) - Não asissti!



"Quatro Destinos" (1949) - Já vi!
Com um jovem e loira Elizabeth Taylor, como Amy, demasiadamente preocupada com seu nariz perfeito.



"Adoráveis Mulheres" (1994) - Já vi!


Aliás, esse aqui continua sendo a minha adaptação preferida. O filme me remete ao Natal e Winona Ryder ficou perfeita como Jo March, frágil e forte ao mesmo tempo. Winona era minha referência nos anos 90. 



Falando nisso, tenho ele na minha coleção 




Alguém já assistiu a algum desses filmes? Diz aqui nos comentários pra mim?
Bjs

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Uma looonga semana...

Essa última semana foi a mais difícil pra mim até agora, em 55 dias de isolamento. Sim, eu continuo contando os dias, faz parte do meu lado organizado, não tem jeito. Coincidiu com a minha TPM e eu estava no limite de um desânimo, de uma desesperança tão grande. Também tive dificuldade para dormir, minha cabeça simplesmente não "desligava". Como resultado já acordava mais cansada e temi que entrasse nesse looping que eu tanto evito. Essa semana eu também me vi mais conectada, deixei de ver os filmes da minha lista e voltei a ler algumas notícias, algumas opiniões nas redes sociais e foi uma péssima decisão. Me peguei rolando o feed por tempo demais, sabe? Usando o tempo de maneira totalmente improdutiva. Justo o tempo, aquilo que a gente tem de mais precioso. E verdade seja dita, não tem como se encher de informações sobre a política do Brasil e ficar de boa depois, não dá!!!!!!

Daí quem ficou cheia de opiniões fui eu, tendo infinitas discussões mentais de tudo o que eu queria falar, mas escolho não falar. Quanta hipocrisia que eu vi, quantas pessoas donas da verdade que eu li. Quantos julgamentos... Foi cansativa demais essa semana!

E porque eu tenho uma postura de não discutir política nas redes, como uma forma de me preservar do desgaste de ser julgada e atacada, eu senti tudo ainda mais essa semana. Tive minhas energias sugadas. Detesto essa sensação. Eu já fui julgada por gente raivosa no privado, mas com feed todo fofinho e gentil no Instagram. Hoje eu me retiro e sigo a vida. O descontrole das pessoas me assusta. Eu fico com a sensatez dos reservados.

Nessa semana eu também deixei de seguir algumas pessoas, inclusive algumas que eu tinha um carinho enorme. Mas já não dava mais. Estava ficando pesado, sabe? Tem gente surtando de verdade nessa Quarentena, culpando tudo e todos, despejando suas opiniões e julgamentos, seus ressentimentos, mas elas nem percebem o lugar sombrio que elas estão...eu simplesmente parei. Dói um pouquinho, mas nesse momento complicado da vida, deixei esse peso, que não é meu, para trás...

Dito tudo isso, eu até tentei revidar nessa semana tão depressiva. Fui caminhar pelo meu bairro, andei 2 quarteirões. Coloquei um tênis, fones de ouvido, "Queen" em volume alto e fui embora sem olhar pra trás, sem pensar nos julgamentos alheios. Fui sozinha, não tive contato com ninguém, não toquei em nada, só caminhando e  recebendo a luz do Sol da tarde e ar puro. Voltei para casa me sentindo bem. Eu estava precisando muito disso.

By the way... alguns países de primeiro mundo estão recomentando exercícios físicos ao ar livre para a população como forma de aumentar a imunidade e fortalecer a saúde, tanto física quanto mental. Mas o Brasil ainda não está preparado para essa conversa...

Os dias parecem passar em câmera lenta e o "um dia de cada vez" nunca fez tanto sentido. Não há mais pressa...

"Ainda bem que existe outro dia.
E outros sonhos,
E outros risos,
E outras pessoas,
E outras coisas"         (Clarisse Lispector)


Boa semana!

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Thomas fez 9 ❤

Três, das 4 pessoas desta casa, fazem aniversário em Abril, tornando este mês o mais festeiro de todos! Thomas completou 9 anos. Nem acredito na velocidade do tempo...



Quando eu decido fazer a festinha dos meus filhos, eu já decido os 2 temas juntos, por causa da pouca diferença de tempo entre um aniversário e outro, e também porque assim minha mente funciona de uma vez só no processo de preparação. Enquanto do Arthur "Era só um Bolinho", do Thomas eu queria muito fazer um tema floresta. O Pinterest me presenteia com tantas inspirações e esse tema "Floresta Folk" me trouxe um mundo de possibilidades. Mas devido a quarentena, tive que abandonar todas as ideias bonitinhas que tive...

Eu vou ser bem sincera aqui, abrir meu coração e dizer que quem pensa no tema inicialmente sou sempre eu (hehehe), e daí eu apresento a ideia para os meus filhos e se eles topam, eu sigo em frente! Eles são sempre muito tranquilos com relação á isso, mas já aconteceu uma vez, do Arthur querer muito uma festa do Homem-Aranha, por exemplo, e então eu fiz com todo carinho. Eu parto do princípio de que a festa é deles, mas que há um leque muito extenso de possibilidades, sabe o "fora da caixinha?" que muitas vezes eles não sabem.




O bolo eu mesmo fiz, aliás, já tinha uma bolo simples aqui na minha despensa. Foi só decorar. Para deixar mais festivo, recorri a minha caixinha de feltros e fiz uma bandeirola de árvores. Teve cachorro quente, pedido do aniversariante e Parabéns virtual em live com a família. E esse pouquinho de coisinhas, já deixou o meu filhote muito feliz.


Um mocinho!!!
Bjs

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Segunda-feira...

Hoje é Segunda-feira! Quem me conhece sabe que eu gosto das Segundas-feiras, nunca tive problema com ela. Pra mim, elas representam inícios, novos começos... Porém as últimas segundas estão diferentes. Não tem novos começos, elas estão todas iguais.

Céu da semana passada...

Hoje completamos 35 dias de Isolamento. Eu sei porque marquei no calendário no 1º dia. Não sei se deveria ter feito isso ou não, mas agora já foi, rs.  Eu já mudei tanto em 1 mês. Eu limpei, organizei, mudei coisas de lugar, resolvi coisas pendentes, fiz malabarismo no Supermercado, cozinhei pra caramba, vi filmes, fiquei sem fazer nada, pratiquei bordado, criei uma rotina de estudos para os meninos, enfim...

Ora me sinto criativa, acordo animada e serena, ora me pego procrastinando, me sentindo tensa e agitada. É normal se sentir assim nessas últimas semanas, certo?

Thomas, em sua inocência, acredita que tudo isso vai acabar em 5 dias. Porque ele foi no Google e pesquisou o que significava "Quarentena". Logo terei que tirar as esperanças dele e explicar que os planos já mudaram e o isolamento vai demorar mais um pouquinho. Arthur continua "de boa".
Mesmo procurando me manter calma diante de todo o caos, essa última semana alguns questionamentos pipocaram na minha cabeça, sem que eu quisesse.

"Qual o plano?"
"Que momento vamos começar a enfrentar o vírus e não fugir dele?"
"Por que não há campanhas de fortalecimento da imunidade?"
"E as pessoas que não podem ficar em casa? Alguém está pensando na necessidade delas?"
"E a quantidade de pessoas sedentas por denunciar o próximo?"
"Acabaram-se as liberdades individuais?"
"Quem governa o desgoverno?"
" E essa sensação tão presente, de se sentir usada (e enganada!) pelos nossos governantes?"

Enfim, será que quem não questiona nada e só aceita, é de fato mais feliz?
Tenho mais dúvidas...

Estou sendo uma cidadã consciente e comportada e respeitando o isolamento, porém, não posso impedir a minha liberdade de pensar. Ainda podemos pensar, certo?!

Mas apesar da minha aparente confusão mental, eu me sinto positiva, de que vamos todos passar por tudo isso e sairmos mais fortes. O meu lado ariano se mantem inquieto, cutucando a minha calmaria, porém eu acredito que essa tem que ser a moral disso tudo: a nossa resiliência e nossa capacidade de nos reinventarmos 

Eu acredito!!!

Bjs e ótima semana para todos nós!

terça-feira, 14 de abril de 2020

Bordando...

Em busca de tornar meu tempo em algo produtivo, nessa quarentena decidi aprender uma coisa nova. Afinal não estou fotografando, e esse espaço vago precisa ser preenchido com criatividade. Mas tinha que ser 1 coisa só, porque eu queria me manter focada e me entregar de verdade ao que eu escolheria. Nada de "atirar" para todos os lados. Decidi então, aprender a bordar. Eu sou fiel ao meu espírito "manual".


Isolada em casa, comércio fechado, era a hora de pensar em como eu conseguiria começar. Lá no Instagram, contei da minha pequena "saga" nos primeiros dias, com algumas linhas que eu já tinha, agulhas emprestadas da minha sogra e um bastidor esquecido nas minhas coisas de artesanato e pronto: estava dado o primeiro passo para começar!



O passo seguinte era ir para o Youtube, atrás de tutoriais. Encontrei as meninas do "Clube do Bordado" com seus vídeos muito bem explicadinhos. Virei fã!!! Saiu o primeiro bordado, um simples coração. Um pouco quadrado e nada perfeito, mas eu não me sinto exigente... ainda. Desde esse dia já pratiquei outros desenhos, sempre simples, só para praticar mesmo. Também ainda não encontrei o meu "estilo" ou um ponto preferido para bordar. Estou na fase da experimentação ainda.

No dia seguinte, liguei na loja de linhas que estava atendendo com restrições, 1 cliente por vez e fui até lá. Mas ao mesmo tempo, fui com a consciência de que não poderia gastar muito. Na atual situação, um hobby não é prioridade, alimentar todo mundo que é!

Comprei 6 cores básicas de linha, mas a vontade de trazer 1 de cada foi grande. A infinidade de cores é muito tentadora.
Ando bordando bastante, enquanto os meninos assistem as vídeos aulas da escola é meu horário preferido para bordar, pois me sento dos lados deles e fico praticando por horas.

Bem, por enquanto é isso, sigo praticando e logo, logo mostro aqui a minha evolução.

Bjs

segunda-feira, 6 de abril de 2020

"Quarentei"

No Sábado, dia 04 de Abril, foi meu aniversário e foi um particularmente importante, fiz 40 anos.
Não fiz textão reflexivo no Instagram, como faço todos os anos. Primeiro porque os dias atuais tem me deixado apreensiva pelo futuro, não dá pra fazer planos nesse momento e também porque eu estou levando á sério o lema "um dia de cada vez". Eu quero mais é viver o agora!

Eu só queria colocar um vestido bonito (uma pequena tradição de mim para mim mesma) comer coxinhas e comemorar entre nós 4 aqui. Mentira! Esse ano eu queria fazer festa, decoração, luzinhas no quintal, docinhos personalizados e comemorar com a família toda a chegada dos meus 40 anos. Não foi dessa vez...


Fiz 2 bolos e vi alguns vídeos de como rechear e montar um bolo bonitinho em cima do outro. Valorizem as boleiras, viu?! Não é fácil não. Eu sou muito exigente esteticamente. Mas pelo menos o gosto estava bom!


Mas tinha que ter flores, certo? Ganhei uma rosa do quintal da minha sogra.


Aproveitei e "obriguei" a Dorothy a tirar uma foto comigo. Ela detesta que peguem ela no colo. Dá um zoom aí na cara dela depois!!!


Teve coxinhas 


1 vela para cada década 


Teve sessão de fotos no Quintal, pois a gente precisava mesmo atualizar as fotos de família 


Teve "Parabéns" surpresa e virtual em família 


Em tempos de Pandemia Mundial eu posso dizer que deu tudo certo, foi um dia bom 

Boa semana,
Bjs

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Midsommar

"Midsommar" foi o primeiro filme da minha lista de Quarentena. Estava na minha categoria: ver sozinha! Porque eu tenho esse gosto peculiar por filmes não convencionais. Enquanto está todo mundo consumindo os filmes "manjados" da Netflix, eu fui para fora da bolha.

Não li crítica, sinopse, nada, nada sobre o filme. Queria ter uma interpretação livre de qualquer pre-julgamento e foi minha melhor decisão. Midsommar é um horror psicológico, um tema bastante explorado nos últimos anos e que eu gosto muito. O desconforto que o filme nos causa, é real. Também esta incluído á uma categoria não muito explorada por mim: O folk Horror! É um subgênero que envolve rituais pagãos na Europa. Histórias e lendas que os "folk people" da região costumam contar.


O filme já começa de maneira obscura, depois de uma tragédia familiar a jovem Dani decide embarcar em uma viagem para um remoto vilarejo na Suécia com o namorado e alguns amigos, para um Festival de Verão. Tudo parece perfeito (sério, a estética, fotografia, cores do lugar é tudo perfeito) até que acontecimentos bizarros revelam as intenções do lugar e as cerimonias não tão tradicionais assim daquela comunidade.


Sem intenção de dar spoilers aqui, preciso dizer que o expectador consegue sentir toda carga de ansiedade, tristeza e insegurança que a personagem Dani carrega, o sofrimento dela se torna o nosso sofrimento também. Através dos olhos dela, que dizem tanto, é como se sentíssemos como ela, perdidos e sem entender o que se passa a sua volta.


O diretor Ari Aster disse que estava passando por um fim de relacionamento quando estava escrevendo o filme, o que nos faz entender o aspecto do relacionamento já falido de Dani e seu namorado. Este é o 2º filme do jovem diretor, o primeiro foi o brilhante terror "Hereditário". Que eu assisti em seguida, mas depois falo dele!

A "Rainha de Maio"

Simbologias presentes no filme

Agora provavelmente você deve estar se perguntando, mas Elza, como assim um filme "pesado" como esse para ver em plena quarentena? Como se os dias já não fossem tensos o bastante? Em minha defesa, digo que eu não sabia inteiramente do contexto do filme, sabia que era sombrio, mas fui assistir de mente aberta e topei também porque é um filme que me tira da minha zona de conforto, das coisas fofinhas que eu normalmente gosto, enfim... me traz sensações, me dá um chacoalhão... algo assim.
E eu genuinamente gosto de Cinema, gosto de me aventurar nas diferentes histórias, mesmo que ás vezes aconteça de eu não gostar do filme, o que vale pra mim é a experiencia do momento e a lição que eu tiro daquilo.

Quem se aventurar a assistir, vem comentar aqui comigo, pois existem tantas cenas cheias de enigma que explicam o final do filme e que depois que você entende você pára e diz, meio chocada: "Aaah, então era isso!" e esses pensamentos permanecem com você dias depois de ver o filme!

Bjs

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Abril & #BEDA

É Abril, é Outono e neste mês estarei participando do BEDA: Blogging Every Day April. Foi a Estephani, do blog Enflorando quem me convidou. Uma querida! Isso mesmo, estou enferrujada, mas vou tentar com afinco realizar esse projeto. Essa quarentena tem que ser produtiva de alguma maneira, se não a gente pira!
Wish me luck 



Ah, se alguma blogueira quiser participar, deixe seu nome e seu blog aqui pra mim nos comentários deste post. Vamos lá meninas!!!

Bjs

segunda-feira, 30 de março de 2020

Arthur faz 12 ❤

Agora é oficial: eu tenho um pré-adolescente em casa! Meu Arthur fez 12 anos. Não é tão clichê assim dizer que o tempo anda voando.
Quem me segue por aqui sabe que eu sempre adorei planejar as festinhas dos meus filhos. Mesmo sendo festinhas caseiras no quintal, eu sempre desenvolvi o tema e tentava ao máximo criar a decoração e comidinhas com os recursos que eu tinha.

Em Fevereiro eu já havia decidido que faria um tema diferente, pois já exploramos vários temas, desde Piratas até quase todos os Super-Heróis. E para essa nova fase do meu filho, eu assumo que fui eu quem escolhi o tema por ele, hehehe. Mas assim que ele entendeu, ele aceitou!


O tema foi "É só um bolinho" e tem uma explicação. O Arthur queria uma festinha caseira, em casa, para trazer os amigos e jogar video-game. Mas ele queria convidar todos os amigos da escola nova e também alguns amigos da outra escola que ele estudava. Bem, na nossa casa isso seria inviável, por causa de espaço mesmo. Então a saída foi alugar uma chácara e deixar todos livres brincando juntos. E fui no conceito de que "não era festa, era só um bolinho"...

Decisão tomada, foi hora de desenvolver o convite, bem minimalista. A paleta de cores seria verde, laranja e branco, tudo em tom pastel. Eu mesma fiz o convite no computador e só levei imprimir. A economia fazendo assim, é incrível.


Pensa na comidinhas, bebidas, entrega os convites, compra as bexigas (que com muita alegria eu encontrei bexigas em tom pastel), flores e pronto: está feita uma festinha. Ops, só um bolinho! rsrs... tá bom, já já vai ficar velha essa piada!


E ficou assim, o cantinho do Parabéns! Minimalista e singelo!
Mas aqui vai uma frustração. A minha ideia, era cantar o Parabéns ao ar livre, em um deck bem bonito que tinha na chácara e ao fundo uma árvore. Eu tinha até visualizado como ficariam as fotos. Mas, no horário do Parabéns, deu uma ventania que começou a derrubar tudo. Ficamos dentro mesmo.



O bolo era de chocolate e outro bolo reserva de morango, pois é o preferido do Arthur. Tem uma confeiteira caprichosa aqui na minha cidade e ela fez o bolo do jeitinho que pedi, inclusive em tom pastel. Um verde e outro laranja. As bandeirinhas eu fiz com sobras de papel.



A festa aconteceu no dia 15/03, logo no início da quarentena. Muitos não confirmaram, alguns vieram, porém com medo. São tempos estranhos que estamos vivendo, mas é compreensível quem decidiu não vir. Os dias eram outros há 15 dias atrás, coisa doida que é a vida!


Teve torta na cara, teve dança das cadeiras, picolés e Céu Azul. Tudo feito para que Arthur tivesse o seu dia especial, como tem que ser em todo aniversário, na minha concepção. 
Como sempre nas festinhas dos meus filhos, eu tirei poucas fotos, quis relaxar um pouco e sinceramente, mãe de aniversariante fica meio perdida durante a festa, aliás, fica bem perdida!!!

Portanto aqui vai um conselho de mãe e profissional de fotografia: contrate um fotógrafo!
Nada melhor que relaxar e aproveitar a festa e ter boas fotos para ver depois 

Agora preciso ser sincera, foi quando eu vi uma imagem no Pinterest foi que eu decidi fazer esse tema, lá em Dezembro do ano passado. Foi uma inspiração dessa imagem aqui ó:


Deixa eu contar que, dias depois de eu ter postado a festinha do Arthur, uma seguidora do Instagram, que tem uma empresa de decoração de festas, criou um Kit Festa, para fazer em casa com o título do "É só um bolinho".
Mas gente, deu ciúmes, viu?! Não vou mentir.
Depois de desenvolver tudo, pensar nas cores, espalhar o tema...enfim.

Fico feliz por ter sido inspiração, porque de fato a ideia é boa e tal, mas ela fez igualzinho a minha arte gente!!! Em seguida, uma moça que faz doces para festa aqui na cidade, que também me segue, também lançou um kit com o mesmo nome. E assim começou uma rede do "é só um bolinho"...rs

Tá bom, eu sei... deixa pra lá Elza!


Depois o jeito foi comer bolo de sobremesa a semana toda!

Uma ótima semana pra vocês!!!
Bjs

terça-feira, 24 de março de 2020

Reflexões de Quarentena...

Me sento aqui com um monte de sentimentos misturados, uma confusão mental que anda me desgastando muito nos últimos dias, mas vou tentar organizar os pensamentos todos direitinho aqui. Você que me lê, provavelmente também está em "quarentena", esse isolamento forçado e assustador que estamos vivendo e provavelmente está se sentindo assim também, confuso e com medo. Em 1 semana eu já senti de tudo, medo, ansiedade, insegurança... mas já senti esperança e tranquilidade também. Nos dias mais tensos, senti minha respiração acelerada, um aperto no peito junto de uma leve falta de ar, mas em outros dias acordei esperançosa e mais emotiva... quem sabe como vamos estar na semana que vem, certo?!



Queria ter começado essa semana com um texto motivacional lá no Instagram, bem bonitinho, sabe? pois apesar do clima de tensão e insegurança que estamos vivendo, a minha natureza é ser sempre positiva. Sempre fui assim, sempre espero ser. Mesmo diante do pior cenário, eu tento sempre ver o melhor lado, a melhor possibilidade. Mas enquanto eu procurava uma foto bonitinha e me atrapalhava nas palavras, eu acabei desistindo dessa postagem. Ás vezes a gente sente tanto, pensa tanto que a cabeça chega a doer, daí a gente entende que ficar quietinha é a melhor das atitudes.

Li tantas pessoas com medo, com ressentimentos, culpando tudo e todos, senti o desespero delas. Muitos estão preocupados com o futuro e o fator financeiro anda tirando o sono de muitos. Mas também vi outros passando por esse processo com mais tranquilidade, claro, na medida do possível, sendo engajados e se organizando para um novo tempo. O fato é que cada pessoa, cada família, vai passar por isso de uma maneira muito particular, dentro de suas possibilidades, dentro da sua serenidade ou de seu desespero, cada um enfrenta o momento com aquilo que tem, com aquilo que aprendeu a lidar. Qualquer julgamento ao outro nesse momento, demostra total falta de empatia. TODOS estamos vivenciando algo assustador!

Me diz aí, quantos de vocês, como eu, até a semana passada também achava que por causa do vírus, ficaríamos alguns dias em casa e logo a rotina voltaria ao normal? Mas que agora, percebeu que a coisa é mais séria e se assustou de verdade? Toca aqui então!!!
Acabo de ver no jornal que já são 34 mortos no Brasil! O Ministro da Saúde já fala em 5 meses de isolamento. Estou com coração apertado sim!

Penso nos desempregados, penso nos autônomos, nos produtores rurais aqui da minha cidade, nos meus pais idosos, nas muitas mães solteiras que sustentam a casa, enfim, penso, penso e penso... e me entristeço de novo.

Quando soube que ficaria em casa com as crianças, a primeira coisa que fiz, foi fazer uma lista de filmes para ver, com o objetivo de passar o tempo mesmo:

*Filmes com os meninos
*Filmes com o marido
*Filmes para ver sozinha

Sim, a lista é grande!!!

Preparei para me ocupar fazendo coisas necessárias pela casa. Pintando paredes, mudando móveis de lugar decorando, testando novas receitas, enfim, vivenciando o "estar em casa" da melhor maneira possível. Romantizei sim esse momento, porque se temos que passar por algo obrigatoriamente, que seja da nossa maneira, certo?!
Ainda não comecei metade do que planejei.

Mas durante o final de semana, uma ansiedade começou a tomar conta de mim. Notícias e mais notícias (péssimas notícias) inundaram a tv e a internet. Agora não se trata somente de ficar em casa alguns dias, estaremos confinados por tempo indeterminado e isso é desesperador. Parei de ver as notícias. Eu escolho o que quero alimentar dentro de mim.

Reprogramei a minha lista, fui para o que é prioritário. No Domingo tirei o dia para organizar geladeira e dispensa. Marido foi o único que saiu de casa para ir ao mercado. Não compramos muito, só o suficiente, não é hora de egoísmos. Na minha organização, decidimos ter uma visão melhor dos alimentos que temos e fazer uma espécie de racionamento, com horários para os lanches e refeições já determinados, para que a comida dure mais, sabe?! É hora de aprender novos hábitos, em todos os sentidos.

Os meninos terão horários para fazer o conteúdo online que a escola vai enviar. Mas também terão horários para vídeo-games, pois se a gente se organizar dá tempo de fazer tudo.

Já comecei a ver os filmes e vou continuar. São 2 horinhas que eu vivo o problema dos personagens do filme e esqueço dos meus aqui. E veja bem, essa escolha de me alienar nesse processo é minha. É assim que eu escolho passar por esse período, amenizando a tensão e as preocupações da minha família, mesmo que só um pouquinho e não há nada de errado nisso 

Que essa Quarentena, traga a todos nós, um sentimento de força e transformação. Eu acredito!!!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Thomas, o "Vip"...

Há dias atrás fomos á um casamento. Já falei aqui que eu agarro, toda e qualquer oportunidade para estar com a minha família em momentos assim, pois apesar de estar em festas todo final de semana, eu estou sempre á trabalho. Dito isso, vamos em frente com o post ...

Um lugar bonito, todo mundo elegante, os meninos, apesar de estarem com fome, pois foi em outra cidade e saímos mais cedo de casa, foram pacientes e comportados durante a cerimônia (que foi linda por sinal) e teve até recreador para as crianças. Eu adorei esse toque diferenciado, gente!

Um fun fact rapidinho: Eu usei um vestido "vintage". O pretinho básico que eu estava usando é um vestido de 2004, quando fiz 24 anos e comprei o vestido para ir jantar fora com o marido, na época namorado. Acredite ou não, porque nem eu mesma acreditei, ele me serviu direitinho agora. Um Viva pra mim!!!

Voltando... Quando sentamos a mesa e começaram a entrar as comidinhas, Thomas, já com muita fome, não queria comer quase nada. Essas comidas diferentes, escondidinho de carne seca, palito de parmesão com tapioca, etc... ele não aceitou provar nada. Sim, gente! Ele queria arroz, feijão e carne mesmo! Mas o jantar ia demorar um pouquinho para ser servido e eu insisti para que ele comesse alguma coisa.

Em um determinado momento ele deu uma cutucadinha no ombro do garçom da nossa mesa e disse: "Tem cachorro-quente aqui?" O garçom riu. "Não, não tem. Mas vai ter mini hambúrguer!" - ele respondeu. Thomas já abriu um sorriso de esperança.
O garçom também perguntou se Thomas gostava de bolinhas de queijo e a resposta foi que sim.

Passados alguns minutos, o mesmo garçom, na maior das gentilezas, chega com um prato cheio de bolinhas de queijo para o Thomas, que estranhamente ficou até sem jeito. Eu agradeci muito a atenção daquele garçom para com meu filho. Virei para o Thomas e tivemos o seguinte diálogo baixinho:

Eu: "Puxa Thomas, que legal. Você recebeu um prato de bolinhas de queijo, só você e mais ninguém!"
Thomas: "Não mãe (meio descrente), não fui só eu"
Eu: "Olhe para as mesas ao lado Thomas, veja se mais alguém recebeu?"
(Pausa para ele olhar as mesas ao lado, expressão de surpresa...)
Thomas: "Então eu sou Vip!" - com o maior sorrisão!!!

Olha só a cara dele, depois de comer bastante e ficar "de boas" de novo!!!

Uma ótima semana para todos nós!!!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Nas Montanhas... Post completo

2020 começou para nós aqui, de maneira muito serena. Se 2019 foi um turbilhão de sensações e inquietudes, (mas não me leve á mal, muitas coisas boas no caminho também), eu precisava começar o ano quebrando esse ciclo e fazendo diferente. Assim que passou a virada do ano, nós nos aventuramos em nossa primeira experiência em um chalé, lá no friozinho das Montanhas de Monte Verde. A intenção era exatamente essa, ter um refúgio para começar o ano com um respiro por dentro, sabe?!


O Hotel Fazenda Itapuá, foi o escolhido. Um lugar muito bonito, bem cuidado e cercado por natureza. Não gente, não é publi, é apenas o relato de uma boa experiência!
A decisão de ir para um Hotel Fazenda, foi pensada nos meninos também, afinal eles tem 8 e 11 anos e a ideia de dias de férias para eles, fechados em um chalé, chega a ser crueldade. Portanto, atividades como piscina, passeios á cavalo, trilhas, foram muito bem vindas.


Nós saímos de casa, em um dia quente. Foi só chegar nas proximidades de Minas Gerais, caminho á Camanducaia, que o clima mudou drasticamente. Foi um alívio imediato. Na subida da serra, encontramos chuva, o que nos preocupou um pouco. E assim foi nosso primeiro dia lá, de muita chuva mesmo. Não vou mentir e posso dizer que ficamos realmente tensos, pois tudo que a gente tinha planejado corria o risco de não acontecer.


O chalé era puro charme. Bem rústico, do jeitinho que a gente gosta. Fomos muito bem recebidos por todos. Também fomos recepcionados por muitos "doguinhos" na Recepção balançando o rabinho quando viam a gente chegar. 

Mas esse primeiro dia foi de muita chuva e de descanso obrigatório mesmo. Nos chalés não tem Wi-fi, portanto foi uma noite de filmes e desenhos na tv mesmo, até a hora de jantar. O Hotel possui 2 restaurantes dentro do local. Um de comida caseira e outro de comida alemã. Caso você não queira ir para o Centro da cidade. Os pratos vieram com porções generosas. A lasanha é tão grande, que pode ser servida para dois.


A chuva continuou a noite toda, confesso que pedi muito á Deus para que a chuva parasse um pouquinho. Toda essa tensão com a chuva deixou a minha noite agitada e atrapalhou meu sono.
Assim que o dia amanheceu, a chuva parou e um Sol tímido apareceu, aliviando nossas preocupações.


Chegou o momento preferido de toda viagem: o Café-da-manhã! E que café mais maravilhoso foi esse. Tudo fresquinho e feito lá mesmo. Inclusive o iogurte, bem grosso e cremoso.


Depois do café, fomos explorar. Aproveitamos para fazer de tudo um pouquinho. Arthur e marido foram andar a cavalo, Thomas e eu ficamos juntos esperando no parquinho. Mais tarde o Sol foi generoso com a gente e saiu de vez. Pedi para os meninos se sentirem gratos e aproveitarem bem o dia.




Terceiro e último dia de viagem. Teve mais passeio á cavalo, porque o Arthur adora de verdade, Thomas passou horas na rede da varanda e assistiu seu desenho favorito "Urso sem Curso". E logo veio mais frio e chuva fina. Fomos para a cidade passear um pouquinho mesmo assim.






E assim voltamos pra casa, com um respiro para receber o Ano Novo