Essa semana eu fiquei de cama. Uma gripe me "pegou" e literalmente me derrubou. Ela ainda não foi embora, mas eu fico com uma saudade danada desse cantinho. Aproveitei meus dias "de cama" para rever alguns filmes, foi por isso que o post ficou grande, eu me empolguei. Vi esse filme ontem, então estava tudo fresquinho na minha memória.
Rosemary é uma mulher meiga, de aparência frágil e dona de casa feliz. O jovem casal se muda para um novo apartamento em New York, cercado de vizinhos estranhos, histórias horripilantes sobre o lugar e sons e cantos misteriosos vindo dos outros apartamentos. Rosemary fica grávida em uma noite bizarra e tem uma gestação diferente e complicada. A pobre Rosemary carrega o filho que nenhuma mãe quer ter.
O Bebê de Rosemary (1968) é um filme polêmico. Uns amam e outros odeiam na mesma intensidade, sem contar o fato de que filmes com teor religioso e o Mal, sempre geram discussão. Eu mesma tive sentimentos conflitantes quando assisti pela 1° vez: gostei, não gostei, podia ter sido diferente, enfim, daí entendi que tinha gostado do filme, mas o final me assombrou por semanas...
anyway...cheguei a conclusão que é um classicão de horror do mais alto gabarito. Impossível não reconhecer a genialidade do filme.
Ontem eu assisti novamente e continua sendo um filmaço, daquele tipo de terror que já está extinto. A estória, claro, é inverossímil, mas é um terror sugestivo, angustiante, impossível não se envolver. Nada de sangue desnecessário ou apelativo, aqui, olhares e pequenos detalhes, dizem muito mais. Eu particularmente gosto de filmes que me intrigam, que despertam diversos tipos de sensações em mim, que me fazem pensar, imaginar, filmes explicadinhos, óbvios e mastigadinhos demais... definitivamente não fazem meu estilo.
Mesmo louuuuca para comentar o final polêmico e assustador, não vou estragar a festa de ninguém, vai que depois de ler esse post você saia correndo para locadora mais próxima ou baixe hoje mesmo pela net. Os 3 minutos finais do filme, são um turbilhão de sentimentos, gostamos dela? O que ela estava pensando? O amor materno prevalece em qualquer situação? O Mal deve vencer o Bem?
Outra coisa boa do filme, é o clima lúdico e delicioso dos anos 60. Os vestidinhos de Rosemary são fofos, tem o corte de cabelo que revolucionou os anos 60, e como é gostoso ver como Rosemary vai deixando o apartamento, antes frio e cinza, em um lugar branco, iluminado e com uma decoração convidativa. Destaque para a cabeceira de cama dela feita de tábua e tijolos, como ela reveste as prateleiras do armário e como tudo no apartamento fica lindinho de branco e amarelo. Agora que sou blogueira, eu reparei nisso tudo também!
Mia Farrow tinha 23 anos e estava no auge de sua beleza. Olha aí o corte ousado e mais copiado dos anos 60.
Eu recomendo esse filmaço e depois volta pra debater o final comigo, vai?